Aposte em trocas econômicas no supermercado

É possível fazer boas compras sem comprometer seu orçamento

Quem faz compras no supermercado constantemente sabe que os alimentos são os itens que mais sofrem os efeitos da inflação. Falta de chuva na época da floração da abóbora e os preços do produto vão às alturas. Chuva demais e, pronto: é o preço do tomate que sobe. Mas outros produtos também podem sofrer grandes oscilações sazonais, como carnes e peixes. E para não deixar o seu bolso à mercê das flutuações da economia, o melhor a fazer é investir em algumas mudanças de hábito.

Segundo a nutricionista Paula Fernandes Castilho, especialista em nutrição clínica e diretora da Sabor Integral Consultoria, uma das maneiras mais inteligentes de driblar a inflação é substituir os alimentos em alta por outros de valor nutricional semelhante. “O importante é manter uma dieta equilibrada, para que o corpo não fique sem algum tipo de nutriente”.

De acordo com a nutricionista da PB consultoria, Karina Valentin, uma das melhores formas de economizar na hora das compras é fazer uma lista dos alimentos que você realmente precisa para dispensar aqueles que são secundários. Outra dica é dar prioridade sempre aos alimentos de hortifruti que estejam em seu período de safra, quando ficam bem mais baratos.

Outra dica que as especialistas dão é sempre pesquisar os preços dos alimentos em supermercados e feiras da região, para descobrir qual oferece os melhores preços e qualidade. Paula indica que vale até aproveitar a “xepa”, os alimentos que ficam por último nas bancas e, naqueles minutos próximos ao encerramento da feira, são vendidos com enormes descontos. “Essa é uma hora em que conseguimos comprar alimentos com qualidade. É só saber procurar”, diz.

Alimentos mais caros ou que estejam em alta, sugere Karina, não precisam ser eliminados totalmente da dieta, mas podem ser consumidos apenas em ocasiões especiais. É o caso, por exemplo, do camarão. “Uma dica seria comprar em pequena quantidade e incrementar a receita utilizando molho de tomate, legumes e temperos para dar mais volume ao prato e servir esse molho com um macarrão integral, por exemplo”.

E o pãozinho?
Quem consegue abrir mão do pãozinho de cada dia? “O pão francês está na base da alimentação brasileira. Pesquisas mostram que o quilo do pãozinho pode chegar a até R$ 9,00”, diz Karina. Assim, se a ideia é economizar na hora do supermercado, que tal fazer o seu próprio pão? A nutricionista informa que com um quilo de farinha branca, que custa em média R$ 4,00, é possível fazer o equivalente a 25 pãezinhos franceses. E se você quiser unir o econômico ao saudável, pode usar farinha integral. Ela é só um pouquinho mais cara – R$ 5,50, em média – e ainda é uma opção mais econômica do que adquirir o produto na padaria. “A utilização de farinhas integrais auxilia no funcionamento intestinal, diminuição de glicemia, controle dos níveis de gorduras no sangue e aumento do tempo de saciedade”, diz a nutricionista.

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