Vou me aposentar. E agora?

Tão esperada por alguns e tão temida por tantos, a aposentadoria é o resultado de longos períodos vividos na força de trabalho. E ela está se aproximando. Você já sabe como será a sua vida a partir de agora?

Primeiramente, pense que a aposentadoria é um marco na sua vida como trabalhador. É quando você vai poder se dedicar livremente ao que ainda não teve tempo de realizar. É o momento em que se pode desfrutar de outras atividades, retomar projetos antigos e descobrir novas habilidades, além de ter o merecido descanso.

Mesmo com tantas coisas boas que chegam com a aposentadoria, é comum não se sentir preparado(a) para outras mudanças que isso acarreta. Essa inevitável ruptura nem sempre acontece de maneira sutil, já que tudo se transforma – do ritmo de vida diário até o profissional.

O Rubem Amorese, comunicólogo, aposentado pelo Senado Federal, fala sobre o assunto com espontaneidade: “parece que meus amigos que sempre sonharam com a aposentadoria, agora morrem de medo dela. Sempre sonharam com aquele dia em que voltariam à condição de crianças”.

São tantos os questionamentos sobre o assunto que você deve pensar: estou pronto(a) para isso agora?

E dizemos com veemência: sim, você está! Aposentar-se não significa o fim da vida, tampouco que está envelhecendo e permanecerá de pijamas ao longo dos dias.

Este grande momento em sua vida inclui aspectos de autoconhecimento, refletindo no atual estado de transição, em que se deve discernir aposentadoria de envelhecimento, ressignificar as relações de afeto e intimidade com amigos e familiares, intuindo o quanto tudo isso serve como sustentáculo para a sua vida como futuro aposentado.

Outros aspectos importantes dizem respeito ao seu dinheiro e à sua saúde. É indispensável pensar nesses fatores a partir de agora, e não há segredos ou fórmulas secretas. É preciso apenas planejamento.

Penso que Deus me trouxe de volta ao Éden. E me pergunta: como você vai viver, agora, neste jardim que lhe preparei? Finalmente, você chegou aqui. Agora você já não precisa mais “lutar pela vida”, está livre das exigências do “suor do seu rosto”. Agora você tem a chance de viver no meu jardim, do jeito que quiser. Como vai fazer isso? Vai deixar o mato crescer? Vai viver num eterno parque de diversões? Vai se sentar à beira de um riacho e deixar o tempo passar?

Agora, reflita sobre as indagações do amigo comunicólogo.

O caminho para o seu futuro está na sua autopercepção, a maneira em que se vê agora. Por isso, ouvir o seu interior e os seus questionamentos torna esse processo muito valioso.

E aí, pronto(a) para começar?