Episódio 3: Agora é com a gente, Camila!

É, Camila... A coisa não está muito boa para você. Mas, sabe, tudo o que você precisa agora é disciplina, determinação e não se deixar levar pelo impulso.

Analisando a planilha de Camila, vimos que a partir de agora ela não poderá mais contrair dívidas, levando em consideração todo o histórico financeiro.

Entenda o que vamos fazer:

A endividada Camila possui uma renda fixa, o seu salário líquido de R$ 3.400,00, que ela divide em pagar as contas mais importantes em primeiro lugar.

As contas básicas, as que ela não pode deixar de pagar (de jeito nenhum!), são as do apartamento em que ela vive. O valor preenchido por ela gira em torno de R$ 1.375, quase 40% de sua renda.

É importante observar que, para quitar as dívidas do empréstimo e dos cartões, é preciso enxugar ao máximo para acumular uma renda. Conversando com Camila, percebemos que ela ainda não possui uma renda extra. Existem muitas atividades que podem gerar um dinheiro a mais. Tal qual a Camila você pode trabalhar com a venda de alimentos, dar aulas particulares em algo que você é muito bom, vender roupas ou bijuterias, pode trabalhar em um segundo estabelecimento (se trabalhar apenas um período), recepcionista noturno (ou aos fins de semana) cuidar de crianças ou de animais de estimação... São infinitas as possibilidades!

Para muita gente, pode parecer muito difícil juntar um dinheirinho, mas a verdade é que isso vira um hábito e pode mudar todo o cenário atual. Veja a nossa proposta:

  • Renegociar todas as dívidas.
  • Pagar as mais caras primeiro – as que têm juros mais altos.
  • Evitar compras parceladas, pré-datadas (comprar antes de ganhar).
  • Foca na meta: limpar o nome e sair do superendividamento.
Dívida Valor Juros Prazo Parcela Total
Empréstimo consignado R$24.300,00 2,09 24 R$1.297,91 R$31.149,84
Cartão de crédito R$9.000,00 18,28 3 meses de atraso R$14.965,49
Cartão de loja de departamento R$1.250,00 13,9 2 R$625,00 R$1.854,05
R$47.969,38

Agora, somamos as dívidas contraídas adicionando os juros e a quantidade de parcelas que vão vencer. O total das dívidas é de R$ 47.969,38.

Com a receita de R$ 3.400, pagando tudo, como ela nos mostrou na planilha, os gastos mensais (com as despesas do seu apartamento) giram em torno de R$ 2.662,90. O que sobra por mês é R$ 737,10. Isso se Camila não ultrapassar gastando demais! Para ela começar, precisa escolher itens que são considerados menos importantes. Mostramos a ela três:

Celular
R$ 70,00
TV por assinatura R$ 70,00
Despesas pessoais R$ 475,00

Para Camila sair dessa, precisará eliminar itens que não são considerados de extrema necessidade. Não tem jeito! Outra coisa que percebemos foram os valores das despesas pessoais. A gente sabe que nossa amiga endividada gosta de se cuidar, de comprar coisinhas legais para ela, mas vimos que os gastos estão altos demais e devem ser cortados! Concordam?

No decorrer dos dias, Camila nos informou que conseguiu um trabalho extra como promotora de eventos. Ela está ganhando agora R$ 500,00 por mês, trabalhando aos fins de semana. Mais um ponto a favor para resgatá-la desse mar de dívidas!

Se ela decidir reduzir as despesas, ela pode acumular a quantia de R$1.716,10, que é a soma do que sobra do salário, os cortes de despesas e a renda extra.

Vimos também que ela não tem plano de saúde e isso pode ser um problemão no futuro... Ainda mais sem ter um dinheiro guardado para cobrir imprevistos.

Camila, passamos a bola para você. Com a estratégia traçada para mudar tudo isso, será que ela aceitou esse desafio?

Enquanto isso, ouça nosso podcast e confira a dica do nosso consultor financeiro:

Endividamento, essa é a história da Camila