4 vantagens de contribuir com a previdência complementar fechada

Poupar hoje para garantir um futuro melhor só tem pontos positivos

Para começar, nos planos de Previdência Complementar Fechada, é o participante quem decide quanto quer investir. O valor da contribuição varia de acordo com o plano escolhido e a opção feita pelo beneficiário. No entanto, a melhor forma de se planejar é fazer uma simulação do quanto deseja receber na aposentadoria, para manter um determinado padrão de vida. Além disso, é preciso levar em conta que, nos planos em que há a contrapartida do patrocinador, quanto mais se investe, maior o rendimento acumulado. Afinal, tudo o que se poupa dobra de valor automaticamente.

2. Você pode fazer contribuições esporádicas

As simulações de renda na aposentadoria são uma boa ferramenta para apoiar o planejamento financeiro. No entanto, elas nem sempre consideram todas as perdas relativas à inflação. Por isso mesmo, para garantir que ao sair do mercado de trabalho você realmente terá o que deseja, o melhor é fazer contribuições esporádicas. Elas ajudarão a fazer essa correção no valor do montante acumulado, de forma satisfatória. Além do mais, as contribuições esporádicas contribuem para o aumento da rentabilidade, que é calculada sobre o total investido.  

3. Você também pode aumentar o valor das contribuições, para garantir um ganho real

Os planos de Previdência com vigência superior a um ano contêm cláusula de atualização de valores (contribuição e benefícios), com base no índice geral de preços estabelecidos no regulamento. Isso garante que, anualmente, os valores das contribuições são revistos. Porém, mais uma vez: se você quer a garantia de que a renda acumulada cobrirá suas despesas na aposentadoria, é importante reajustar suas contribuições acima desse índice. No mais, poupe conforme suas possibilidades, o máximo possível.

4. É possível (mas não é aconselhável) sacar o valor investido

Como a participação no plano é de caráter facultativo, o beneficiário tem o direito de sair – observando os requisitos presentes no regulamento do plano. O resgate, em caso de desligamento, dependerá do regime financeiro adotado. Porém, a indicação dos especialistas é permanecer no plano, se possível, até o período previsto para começar a receber o benefício. Sacar antes da hora para cobrir um gasto imprevisto ou para investir em uma nova fonte de renda pode colocar a perder todo o esforço feito durante anos, comprometendo seriamente o seu futuro.

Consultoria: Theodoro Vicente Agostinho, mestre em Direito Previdenciário pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, coordenador dos cursos de pós-graduação em Direito Previdenciário do Damásio Educacional e coordenador do Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários (IBEP). Viviana Callegari, advogada especialista em direito previdenciário, do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores. 

 

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