40% dos jovens já tiveram ou têm o nome sujo

Falta de educação financeira influencia endividamento

É comum e natural que os jovens comecem a ter mais responsabilidades, e dentre as responsabilidade financeiras vêm também as dívidas. Por isso, 40% dos jovens entre 18 e 24 já tiveram ou têm o nome sujo, é isso que diz o levantamento da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.

De acordo com o levantamento, os principais motivos são a necessidade de contribuir com as despesas de casa juntamente com o descontrole com os gastos pessoais. É claro que podemos apontar outros fatores que influenciam estes dados, como desemprego e falta de educação financeira.

É preciso ter educação financeira

Você lembra de ter estudado educação financeira de fato na escola? Se sim, você foi privilegiado. As escolas em geral não têm essa matéria na grade curricular (apesar de haver projetos de lei para mudar essa realidade) e algumas aplicam a matéria em paralelo com matemática. 

Contudo, a educação financeira é uma forma de traçar objetivos para a vida do jovem. É ela que estimula e mostra aos alunos a importância de pensar no futuro e que para atingir seus sonhos é necessário planejamento e organização. 

E como educação vem de casa, cabe aos pais também darem esse apoio e ensinarem, desde cedo, como lidar com dinheiro. Existem jogos e testes financeiros que estimulam a criatividade das crianças e explicam de maneira divertida que o dinheiro deve ser utilizado com responsabilidade. 

Desemprego

O número de desemprego dos jovens brasileiros é alarmante, são 27,2% de acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número é mais que o dobro do registrado pelo mercado em geral, que é 11,6%.

A entrada dos jovens no mercado é mais difícil, muitas vezes falta experiência ou formação, e para ter experiência é preciso uma oportunidade. Para estimular a criação de novos postos de trabalho para esse grupo, o presidente Jair Bolsonaro, propôs, desde a sua campanha durante a eleição, a criação da chamada Carteira de Trabalho Verde e Amarela.

A carteira seria uma nova modalidade de contratação que tem os mesmos direitos previstos na outra (azul), porém nela não seriam agregados os benefícios previstos em convenções, acordos ou dissídios coletivos. A proposta segue a ideia da Reforma Trabalhista, aprovada pelo governo Temer em 2017, de livre negociação entre empregador e empregado, ou seja, os benefícios apresentados não seriam mais obrigatórios, mas sim negociados. 

Para resolver o problema da previdência, a carteira propõe um regime de capitalização da previdência, em vez do atual sistema de repartição. Essa capitalização resultaria no aumento da poupança interna, que financiaria grandes investimentos em infraestrutura nacional.

No sexto mês de governo a ideia ainda não virou projeto e a situação do desemprego para os jovens está cada vez mais complicada. Enquanto isso, o governo e especialistas aguardam a aprovação da Reforma da Previdência para mudar o cenário.

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