Cancerologista alerta para a prevenção do câncer de boca

Só no Brasil, estimam-se mais de 32 mil casos

A inspeção da boca, frente ao espelho, com uma boa iluminação, é um método simples, inócuo e que permite avaliar rapidamente lesões suspeitas, tendo um importante papel na prevenção e diagnóstico precoce do câncer

Segundo a Revista Científica Dentistry, nos últimos 20 anos, o índice de câncer bucal aumentou 50% na população mundial e já é o quarto tipo de câncer que mais mata no planeta. Para prevenir-se é possível ficar atento aos sinais com apenas uma olhada no espelho. Apesar das campanhas esclarecedoras sobre o câncer na cavidade bucal, ainda não foi observada uma redução nos índices de sequelas ou mortalidades causadas por essa doença nos últimos anos.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a incidência de câncer bucal entre os homens é o dobro que a das mulheres, e predomina nos indivíduos idosos. A presença de hábitos como o tabagismo e a alta exposição aos raios de sol aumenta a prevalência da doença. No Brasil, são estimados mais de 32 mil casos de tumores nessa região, que compreende as partes da boca (lábios, língua, mandíbula, gengiva e garganta). Por se tratar de uma doença assintomática, é preciso atenção aos primeiros sinais encontrados como feridas que não cicatrizam, áreas esbranquiçadas em toda região da boca como assoalho da boca, língua ou amígdala.

Para o coordenador do Departamento de Cancerologia Cirúrgica da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), Dr. Alexandre Ferreira Oliveira, o autoexame é uma medida simples e que permite avaliar rapidamente lesões suspeitas. Em um local bem iluminado, verifique  lábios, língua (principalmente as bordas), assoalho (região embaixo da língua), gengivas, bochechas, palato (céu da boca) e amígdalas. Desta forma é possível diagnosticar precocemente o câncer”, alerta Dr. Oliveira.

O primeiro passo é remover as próteses (dentaduras ou parciais removíveis), e fazer uma boa higienização nos dentes, língua e na parte interna das bochechas. Em seguida, deve-se observar a pele de rosto e pescoço, avaliando a presença de manchas ou pintas atípicas na região. “No caso dos lábios, o paciente deve verificar se há ulcerações com bordas endurecidas, feridas ou áreas dormentes. Qualquer ulceração deve ter um prazo de cerca de quinze dias para cicatrizar. Na parte inferior da boca e das bochechas podem surgir manchas esbranquiçadas, caroços, presença de úlceras ou manchas arroxeadas. Já na língua e gengiva é necessário observar a coloração, ulcerações ou áreas dormentes e dolorosas”, orienta Dr. Alexandre.

Sinais e sintomas: dentre todos os sintomas, o principal é o aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam no prazo de uma semana. Dificuldades para engolir os alimentos, dor na boca que não passa, caroços no pescoço, dores de garganta, mudança de voz, perda de peso, mau hálito persistente, entre outros, também precisam ser observados.

Prevenção: através da mudança de hábitos de vida, acompanhamento odontológico frequente, evitar o consumo excessivo de álcool, ter um boa higiene bucal, não fumar, ter uma dieta saudável, rica em frutas e verduras, entre outros, são medidas preventivas importantes.

A Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC) é um órgão sem fins lucrativos que promove e representa a especialidade no Brasil. Congrega cerca de 800 associadas e é filiada à Associação Médica Brasileira (AMB). Fundada em 1946 afim de apoiar e desenvolver o conhecimento técnico e científico da especialidade no País.

Fonte: Assessoria de Imprensa SBC

 

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