Carro novo ou usado: o que considerar antes da compra?

Carro novo ou usado: o que considerar antes da compra?

Com o intuito de aquecer o mercado, as concessionárias facilitam o quanto podem as condições de pagamento, tanto para carros novos quanto usados. Cada uma quer garantir sua fatia de mercado e a lista de "bondades" não para de crescer. Mesmo assim, a compra de um veículo pode virar uma grande dor de cabeça se não for bem pensada.

Especialistas ensinam que ter calma é ideal. O consumidor só deve fechar negócio depois de avaliar bem todas das opções.“É essencial, no momento da compra, levar em consideração diversos fatores e não apenas o preço de venda do veículo”, alerta o educador financeiro Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro. Saiba quais são esses fatores e como analisá-los com bastante critério, para garantir a melhor negociação possível.

1.Determine o motivo da compra
Ter em mente qual a finalidade do veículo em sua vida é o primeiro passo para fazer uma boa escolha. Afinal, de nada adianta adquirir um carro novo que não atenda às suas necessidades básicas, como viajar com toda a família a bordo. “Muitas vezes, com a quantia que desembolsaria para pagar um carro novo básico, o consumidor consegue adquirir um seminovo completo, mais espaçoso e em bom estado. Basta pesquisar”, garante Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de estudos econômicos da ANEFAC (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

2.Verifique os prós e contras de cada veículo
Entre as vantagens de comprar um carro 0km está o fato de ele vir com garantia de fábrica e não gerar tantos gastos com manutenção quanto um seminovo. Por outro lado, além de ser mais caro, é preciso ficar atento ao uso de acessórios, que encarecem ainda mais o preço do veículo. “Evite incluir acessórios dispensáveis, até porque, futuramente, na hora de vender o carro, eles não vão agregar valor algum ao automóvel”, ensina o educador financeiro Reinaldo Domingos, autor do livro “Terapia Financeira” (Editora DSOP).

O carro seminovo tem preços mais atrativos, mas é fundamental verificar o estado de conservação do veículo. Veja, por exemplo, se os cuidados com os freios, pneus e filtro de ar condicionado estão em dia. Além disso, tome todo o cuidado com a documentação. “Peça a um despachante para pesquisar os antecedentes do veículo, com o objetivo de descobrir se não há multas pendentes ou até mesmo se ele não foi roubado ou clonado”, indica Reinaldo. Por fim, vale ressaltar que, ao financiar um carro usado, as taxas de juros serão maiores e o número de parcelas, menor. No caso dos automóveis 0 km, ocorre justamente o contrário.

3.Considere as despesas extras
Antes de fechar o negócio é preciso considerar as despesas extras que incidem sobre carros novos ou usados. São os custos de manutenção, seguro, licenciamento, IPVA, combustível, estacionamento, entre outros. “A maioria das pessoas tem condições para arcar com a prestação mensal do automóvel, mas se esquece de calcular os gastos com despesas extras e acaba se endividando”, pondera Miguel. Para ter uma noção mais clara dos gastos mensais que terá com um veículo, Miguel ensina uma conta simples.

“Se adquirir um carro de R$ 25 mil, der uma entrada de R$ 5 mil e financiar o restante em 36 vezes, pagando uma taxa de juros de 1,8% ao mês, o valor da parcela será de R$ 759,68. Já o gasto com IPVA, que pode ser dividido em três vezes, será de 3% sobre o valor do veículo, ou seja, R$ 750,00. Caso opte por fazer o seguro, as taxas chegam a ser de até 10% do valor do automóvel, o que daria em torno de R$ 2,5 mil, quantia que normalmente pode ser dividida em até sete parcelas. Além disso, se considerarmos que o motorista é econômico e utiliza apenas dois tanques de gasolina por mês, ainda assim ele gastará mais R$ 250,00, em média, o que resultaria num gasto de cerca de R$ 1.700,00 ao mês, variando de acordo com a quitação das parcelas do IPVA e do seguro. E isso sem considerar os gastos com licenciamento e estacionamento”, exemplifica o especialista. De modo geral, os especialistas recomendam que não se comprometa mais do que 25% da renda mensal com a compra e a manutenção do veículo.

 

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