Erros mais comuns na hora de renegociar dívidas

Uma negociação errada pode render mais dor de cabeça. Fique atento!

Você está preocupado com suas dívidas? Que bom! É sinal de que está valorizando o seu dinheiro e pensando em organizar sua vida financeira. Nesse momento, porém, é preciso ter calma. A negociação não deve lhe trazer prejuízos ainda maiores. O planejador financeiro Pedro Braggio, especialista em finanças pela Universidade São Francisco, recomenda, antes de qualquer atitude, um levantamento da situação: para quem se deve, quanto se deve, desde quando e qual é a sua capacidade de arcar com o pagamento. “É interessante ter um controle financeiro para poder avaliar a negociação. Se não tiver dinheiro para pagar, não vale a pena tentar conversar com o credor, porque a situação pode piorar e o endividamento ficar ainda maior”, adverte.
Na ansiedade de saldar as dívidas, cometer erros é muito comum. Para se prevenir deles, os especialistas dão as dicas:
 

Dê importância às taxas de juros
Segundo Leonardo Carvalho, advogado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e membro da Associação de Amparo ao Consumidor, muitos consumidores não dão a devida importância aos valores das taxas de juros e às multas em caso de não pagamento. É um grave erro. “A diminuição dos juros e das multas é o que fará o devedor estar em melhores condições com a nova dívida. Isso deve ser levado em conta para evitar gastos maiores”, explica.

Faça um planejamento para pagar as dívidas
De acordo com o Procon São Paulo, para planejar o pagamento das dívidas é importante levar em conta o rendimento líquido e quanto se precisa para o pagamento de despesas básicas, como alimentação, moradia, saúde, educação e transporte. Assim, uma planilha de orçamento doméstico será um item fundamental nesse momento. Toda a família deve se mobilizar para o corte de gastos até que a situação se regularize.

Negocie a dívida sozinho
Segundo a Proteste Associação de Consumidores, não é necessária a presença de um terceiro na negociação da dívida, porque ninguém melhor que o consumidor para saber sua real condição financeira. Mesmo assim, se houver contratação de um profissional, deve-se levar em conta mais esse gasto. É necessário ter rigor no cálculo dos valores e estabelecer metas para conseguir, sozinho, concretizar projetos pessoais e manter o planejamento do pagamento da dívida.

Evite agir por impulso
Quando o banco ou o credor liga para negociar é natural que a pessoa endividada sinta-se pressionada a resolver logo o problema. Mantenha a calma. “É preciso saber dizer não e evitar resolver com pressa e ansiedade para não fazer uma negociação errada. Não faça nenhuma negociação por telefone, de forma nenhuma. Pegue o telefone do local, fale que vai pensar, mas recuse. Peça a proposta de outras formas ou pessoalmente. Proposta por telefone nunca é boa”, enfatiza Braggio.

Fique calmo para evitar prejuízos
O Procon orienta que é importante ter cautela e estabelecer prioridades. Segundo o órgão do consumidor, se não der para pagar todas as dívidas, renegocie a mais importante, nunca comprometendo toda a renda com o pagamento das dívidas. Caso não dê para pagar algum valor e ficar negativado, não se desespere: muitas vezes as dívidas mais antigas acabam tendo um desconto maior para renegociar, o momento oportuno sempre chega.

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