Evite situações em que o barato sai caro

Comprar produtos piratas e parcelar dívidas podem aca

A expressão se refere aos momentos em que, com a intenção de economizar, acabamos fazendo um péssimo negócio, ficamos impedidos de usufruir um bem adquirido ou, pior, nos obrigamos a gastar uma soma ainda mais alta para ressarcir os prejuízos sofridos. Conheça algumas das situações mais comuns em que o tiro da economia sai pela culatra, deixando a conta corrente desfalcada. E, claro, aprenda a se proteger!

Comprar (o que não precisa) com desconto
Sabe aquele smartphone com televisão, rádio, GPS, que só falta limpar a casa sozinho e fazer o jantar? O produto fica ainda mais atrativo quando anunciado em um site conhecido, por um preço 60% abaixo do praticado no mercado. Porém, vale a pena ponderar: você vai realmente utilizar todas as funcionalidades do aparelho ou pode adquirir um que custe ainda menos e ofereça o básico, para atender perfeitamente às suas necessidades? “O consumidor que encara os descontos como lucro pode ter prejuízo, à medida em que gasta dinheiro sem necessidade”, ensina Silvio Bianchi, educador financeiro da DSOP.

Levar 5, pagar 4 (e desperdiçar muito)

Esta é uma das técnicas de marketing mais eficientes para chamar a atenção do consumidor e estimulá-lo a comprar. Mas, antes de entrar nessa, vale a pena pensar duas vezes. Se você costuma usar bastante o produto da promoção, tudo bem. Entretanto, se for algo que utiliza vez ou outra e que tem um prazo de validade curto, não vale a pena. Isso porque as chances de que um ou mais itens acabem no lixo, sem uso, são grandes – aí você acaba gastando mais do que queria e usando quase nada do que comprou.

Guardar dinheiro (e pagar juros) 

Muitas pessoas têm o hábito de parcelar dívidas e entrar em financiamentos mesmo  quando possuem dinheiro para pagar à vista. Elas preferem assumir um compromisso menor, em vários meses, a terem de movimentar um volume alto na conta. O problema aí é a taxa de juros, que pode fazer um bem dobrar de valor. “No caso da compra parcelada de um carro, por exemplo, ao terminar de saldar o financiamento, o comprador poderá descobrir que daria para comprar outro carro só com o que pagou de prestações acrescidas de juros”, alerta Bianchi.

Comprar “pirata” (com defeito) 

Além de correr o risco de levar para casa algo que não funciona e que vai durar menos tempo do que um produto convencional, quem gasta com “piratas” pode sofrer prejuízos ainda maiores. No casos dos DVD’s, a mídia pode danificar o aparelho, obrigando o dono a desembolsar uma quantia muito mais alta para o conserto. Mas a pior perda não é essa. Produtos de uso pessoal, que não foram devidamente testados e aprovados pelos órgãos competentes, podem até colocar em risco à saúde. Não vale a pena, não é?

Aproveitar liquidações (sem ter dinheiro)

É muito bom encontrar roupas, móveis e eletrodomésticos dos quais você realmente tem necessidade por preços justos. Mas isso ainda não é o suficiente para legitimar a compra. Antes de tirar proveito de qualquer oferta, é preciso olhar a sua conta. Se for para parcelar em muitas vezes ou para utilizar o cheque especial na hora de pagar as compras, os juros assumidos poderão ser bem maiores do que os descontos obtidos.

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Tags: consumo economia na prática organização financeira Silvio Bianchi

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