Fuja dos juros altos e proteja seu dinheiro

Ao consumidor, resta proteger seu patrimônio e reavaliar seus gastos

Juro alto é como um remédio que, de tão forte, pode acabar matando o doente. Os recentes aumentos da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, têm como objetivo controlar o avanço da inflação, ao promover uma contenção do consumo. Mas os efeitos colaterais podem ser graves: segundo estudo divulgado pela Confederação Federal de Economia (Cofecon), os juros altos resultam, diretamente, numa redução da oferta de empregos.

Diante desse cenário, resta ao consumidor proteger ao máximo seu patrimônio. Mudar hábitos de consumo pode ser o melhor caminho a seguir. Segundo o educador financeiro Erasmo Vieira, autor do livro “Viva em Paz com Seu Dinheiro” (Editora Armazém de Ideias), vale até fazer algum sacrifício a fim de adiar ou reduzir as compras. “Só não pode é acostumar a usar o cheque especial todos os meses e não pagar o valor total do cartão de crédito”,  recomenda o consultor.

Desconfie de parcelas “sem juros”

O advogado Alexandre Lima, especializado em Direito Bancário, explica que as operadoras de crédito cobram taxas administrativas dos estabelecimentos comerciais para cada transação efetuada com o cartão. Assim, quando o cliente efetua uma compra parcelada no cartão, o estabelecimento recebe esse valor também parcelado e, caso queira antecipar o valor integral, terá que pagar juros às operadoras. “Essas taxas são despesas significativas para os estabelecimentos e não as incluir no preço dos produtos pode até gerar prejuízos nas vendas”, afirma o advogado. Por isso, desconfie de anúncios do tipo ‘juros zero’, ‘10 vezes sem juros’ e outros do tipo, diz o especialista. Em geral, os juros já estão embutidos no preço do produto. “Ao se deparar com anúncios do tipo ‘taxa zero’, sempre que possível opte por pagamentos à vista e reivindique descontos”, orienta Lima.

Como saber se o juro está alto demais

A maneira mais fácil e segura de descobrir a efetiva taxa de juros aplicada é por meio da ‘calculadora do cidadão’, ferramenta disponibilizada pelo Banco Central em seu site. Ao acessar a calculadora, que também está disponível para celulares em forma de aplicativo, basta inserir o número de parcelas, o valor da prestação e o valor financiado (valor informado para pagamento à vista), que a ferramenta informará a taxa de juros aplicada pelo estabelecimento. Aí, basta comparar com as outras taxas de juros praticadas pelo mercado, numa tabela também disponível no site do Banco Central.

Veja, por exemplo, quais são as diferentes taxas de financiamento de automóvel praticadas pelas instituições bancárias, clicando aqui.

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