Lições financeiras que devemos aprender com as mães solos

57,3 milhões de lares são chefiados por mulheres, isto é, 38,7% das casas, segundo IBGE

Guerreiras. É assim que reconhecemos as mães que criam seus filhos sozinhas. Dos diversos desafios que elas têm nessa missão, elas ainda precisam lidar com a situação financeira sem deixar o receio de errar atrapalhar a criação dos pequenos.

Mas engana-se quem pensa que tais desafios na vida de uma mãe são de fato um problema. A presença de uma criança em casa traz tantas alegrias que torna a complexa realidade da mãe “solo” mais amena e encantadora.

Entretanto, sabemos que nem tudo sai como o planejado na vida e é aí que percebemos que se fosse tudo certinho e fácil, seria menos interessante e emocionante. O fato é que mesmo quando há o planejamento para ter um filho no momento em que se julga ser o ideal, pode ser que no meio do caminho surjam percalços. O importante mesmo é aprender a lidar com todos os altos e baixos financeiros que uma mãe “solo” pode ter de enfrentar.

Muitos podem ser os cenários: pai que não assumiu a criança, guarda compartilhada entre os pais, viuvez ou produção independente e adoção. Com suas peculiaridades, cada situação vem com uma carga de conhecimento que é capaz de transformar a mulher. E sem dúvida o processo de formação de uma criança proporciona um aprendizado sem igual.

Em alguns casos, o contexto familiar também pode não ser muito favorável para se encontrar o apoio necessário. Lembre-se que, mesmo que seja um momento delicado, sentimentos negativos podem não ser a melhor alternativa e podem atrapalhar o futuro da criança.

Em dados

Apesar de ser uma situação comum, os números apontam que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 57,3 milhões de lares são chefiados por mulheres, isto é, 38,7% das casas.

Pensando em auxiliar na organização financeira das mães “solos”, elencamos lições que tornarão a vida bem mais leve e longe do vermelho. Confira:

Encontre um suporte financeiro

É necessária muita solidez para pensar no futuro do seu filho, uma vez que não se pode contar com a presença de alguém para dividir tal responsabilidade da criação. Investimentos de longo prazo, como os de renda fixa e de previdência complementar, devem ser priorizados caso o foco seja assegurar despesas maiores, como proporcionar uma educação de qualidade, por exemplo.

Tenha um fundo de emergências

Esse tipo de reserva financeira garante que o primeiro investimento seja apenas para os objetivos maiores e que permaneça sem resgastes. Reserve uma parte do dinheiro e crie o hábito de repor, caso haja a necessidade de usá-lo em uma emergência.

Pesquise preços antes de comprar

Dica mais do que valiosa para os primeiros anos de vida do seu filho. Sabe-se que bebês crescem muito rapidamente e a roupinha que você comprou hoje pode não caber mais daqui a três meses. Não vale a pena gastar dinheiro comprando roupas caras para o bebê, se ele não poderá aproveitá-la por muito tempo.

Evite dívidas

Mesmo tendo inúmeras facilidades de compra e ofertas de créditos disponíveis a todo tempo, saiba que o melhor é evitar o consumo desenfreado e levar uma vida mais modesta. Passar sufoco, nem pensar! Tenha em mente que ter uma vida mais equilibrada financeiramente vai trazer a você mais tranquilidade para lidar com as adversidades.

Laços de cuidado

Uma boa maneira de lidar com todos os desafios da maternidade é se comunicando com outras mães. Participar de grupos voltados para a criação dos pequenos e organização financeira nas redes sociais ou em aplicativos de mensagens instantâneas pode ser muito enriquecedor.

O professor de economia da IBE-FGV, Paulo Grandi, assegura que “depois de buscar suporte com outras mães, é hora de organizar o orçamento e ver o que pode ser cortado das despesas para fechar essa conta”, comenta. Existem fóruns e páginas na internet que proporcionam esse suporte e, por meio de encontros presenciais, criam redes de apoio fundamentais nesse processo.

Mesmo com tantas dificuldades, como preconceito por parte da sociedade e ausência do apoio paterno, as mães sozinhas cumprem o duplo papel e conseguem se desdobrar da melhor forma para criar seus filhos, muitas vezes deixando suas vidas de lado para assegurar que nada falte para suas crianças. É fundamental refletir e olhar com cuidado para essa realidade, com intuito de proporcionar-lhes oportunidades de emprego, dignidade, respeito e afeto. Elas merecem.

Feliz Dia das Mães!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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