Monte uma reserva financeira para emergências

Ter investimentos para gastos sazonais evita o endividamento das famílias

Vez ou outra aparece um gasto que não estava previsto no orçamento: um parente que vai casar, um aparelho doméstico que quebra, uma emergência médica. Aí as contas não fecham. Por isso, além dos tão comentados investimentos de longo prazo, é preciso, também, apostar em investimentos que atendam às necessidades da família em curto prazo.

“Quando você tem reservas para imprevistos, não precisa recorrer ao cartão de crédito, cheque especial ou empréstimos; seu dinheiro rende mais e você se livra do endividamento”, afirma Anderson Gonçalves, educador financeiro e mestre em matemática pela Universidade Federal de Lavras.

Para garantir uma reserva financeira destinada às necessidades do cotidiano, é preciso buscar opções de aplicações de maior liquidez. “Liquidez é o tempo de retorno do seu investimento. Consideramos um investimento com grande liquidez aquele que retorna o capital investido acrescido de juros em um curto espaço de tempo”, explica Gonçalves.

Melhores opções de investimento
“Para uma reserva de grande liquidez, excelente rentabilidade e segurança, recomendo os Títulos do Tesouro Direto, com aplicações que podem começar a partir de R$ 30 e com rentabilidade no mínimo duas vezes a da poupança”, indica o matemático. A liquidez desse investimento é diária, o que significa que você pode comprar os títulos em um dia e vender no outro. “Existem também bons CDBs (Certificados de Depósito Bancário) com capitalização diária, que permitem, em uma emergência, a retirada imediata do dinheiro”, diz Gonçalves.

E a poupança? Embora ela seja um investimento de grande liquidez bastante tradicional e conhecido, não é uma boa opção no momento. “No momento, a inflação está superior ao rendimento”, afirma o economista e educador financeiro Everton Lopes.

O tamanho da reserva
Mesmo que o investimento seja apenas para emergências pontuais, vale a pena manter um bom valor investido. “O ideal é que a reserva tenha, pelo menos, seis vezes o valor de suas despesas fixas. Assim, por maior que seja o gasto imprevisto, você garante segurança financeira”, aconselha Lopes.

Para construir essa reserva, não há mistério, garante o economista. O caminho é o da disciplina. “Basta seguir a regra fundamental das finanças pessoais, ou seja, gastar menos do que se ganha e investir o que se poupa”. Pode parecer até difícil no começo, mas a segurança de se saber protegido de qualquer imprevisto compensa o esforço.

Tags: consumo família orçamento planejamento financeiro

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