Outubro Rosa terá como tema o empoderamento do paciente com câncer de mama

O nome da campanha remete à cor do laço que simboliza a luta contra a doença

Imagem: Roberto Stuckert Filho

A campanha anual de conscientização contra o câncer de mama, conhecida como Outubro Rosa, é realizada por diversas entidades e dirigida à sociedade, em especial às mulheres. O principal objetivo é a prevenção e o diagnóstico antecipado da doença.

O nome da campanha remete à cor do laço que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer e durante todo o mês de outubro, monumentos de vários países se iluminam com essa mesma cor. Neste ano o tema da campanha será em torno do empoderamento de pacientes na rotina médica, bem como a busca pelo diagnóstico e pelo tratamento, e terá o mote “#PacientesNoControle – Atitude Exige Coragem.

Cerca de 960 mil novos casos de câncer serão diagnosticados no Brasil em 2017, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer - INCA. Destes, aproximadamente 60 mil novos casos são de câncer de mama. Esse tipo de câncer é o segundo mais frequente no mundo e, apesar de também atingir os homens, as mulheres, acima de 35 anos, são o principal alvo.

Elenice Ribeiro, moradora do Distrito Federal foi vítima da doença há 3 anos. “Em um autoexame vi que tinha um carocinho pequeno no meu seio esquerdo, e marquei imediatamente uma consulta com um mastologista”, conta. Elenice afirma que anualmente faz mamografia e por não ter nenhum caso na família, não achou que poderia ser câncer.

Após a consulta com o especialista e uma série de exames, foi detectado que a paciente tinha câncer: “ Não é fácil ouvir um diagnóstico desse. Estava com uma das minhas filhas que é da área de saúde e ela e o médico me tranquilizaram. A doença ainda estava no início, mas era necessário retirar a mama”, explica.

Elenice conta que recebeu todo apoio da família e que isso foi primordial. “Meu marido lidou muito bem com a situação, ele me acalmou e mostrou que eu podia vencer essa batalha. Minhas filhas ficaram bem abaladas no início, mas com o tempo foram se acostumando e tínhamos fé que tudo iria ficar bem”.

Após a cirurgia de mastectomia de Elenice, foi diagnosticado que o tumor era benigno. “A cirurgia foi simples, não senti dor. Só a recuperação que é um pouco lenta, mas eu estava muito feliz, pois como o câncer era benigno, eu não precisei me submeter nem a radioterapia, nem a quimioterapia, que eu acredito que seja uma das fases mais difíceis de lidar”, afirma.

Elenice optou por durante a cirurgia de mastectomia, já colocar uma prótese e afirma que em momento nenhum isso mexeu com sua autoestima. “A única diferença é que eu não tenho o mamilo de um dos seios, vi a possibilidade que existe de tatuar, mas isso não me incomoda e muito menos ao meu marido, então vivo muito bem com essa situação, mas não deixo de me cuidar”, finaliza.

O início da campanha

A campanha Outubro Rosa começou no fim do século 20, em 1997, na Race of Awareness, na cidade americana de Nova Iorque. Durante o evento, a fundação Susan G. Komen for the Cure deu bonés rosas para as pessoas que sobreviveram ao câncer de mama.

Nas próximas edições, várias pessoas aderiram ao cor-de-rosa, na forma dos famosos laços que vemos com frequência durante o mês de outubro, sendo usados como broche.

Desde então, a Race of Awareness vem acontecendo anualmente junto com vários outros eventos relacionados a conscientização da prevenção ao câncer de mama não só nos Estados Unidos, mas no mundo todo.

No Brasil a primeira ação pública ocorreu em 2002, quando foi feita a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (ou Obelisco do Ibirapuera), na cidade de São Paulo. Hoje em dia é possível ver em todos os estados brasileiros, desde praças, pontes, prédios e pontos turísticos, como o Cristo Redentor, Congresso Nacional, entre outros, que aderem à iluminação rosa em prol da campanha.

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