Provisões te ajudam a saber o futuro do seu plano

Essas projeções de longo prazo estimam o volume dos recursos

É impossível prever ou controlar o futuro. Mas planejar-se para ele é fundamental. É isso o que fazemos quando aderimos a um plano de previdência complementar. E o mesmo acontece nos fundos de pensão, que fazem projeções de longo prazo para estimar o volume de recursos necessários para pagar todos os benefícios que serão pagos no futuro.

Para realizar esse planejamento, os gestores usam as chamadas tábuas de mortalidade, que permitem calcular o quanto um participante poderá receber depois de anos de contribuição. Essas projeções são conhecidas como Provisões Matemáticas e estão registradas nos relatórios e informativos que os fundos de pensão enviam aos seus participantes anualmente. O consultor Antonio Cordeiro Filho, professor do curso de Ciências Atuariais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, responde algumas questões sobre o assunto.

Em um plano de previdência complementar fechado, o que é provisão matemática dos benefícios a conceder?
É o valor acumulado pelas contribuições do participante, somado aos rendimentos, que servirá de base para o cálculo futuro da renda de aposentadoria do participante. “É uma atualização financeira do que acontecerá no momento da aposentaria, trazida para valores de hoje, uma fotografia futura de quanto o participante poderá receber”, explica Cordeiro Filho.

O que é provisão matemática dos benefícios concedidos?
É o valor atualizado dos benefícios pagos aos assistidos que já estão recebendo suas aposentadorias complementares. O saldo dessa provisão continua a ser aplicado pelo fundo de pensão e, por isso mesmo, permanece rendendo juros.

Como são feitas essas projeções?
O atuário, profissional que avalia e administra os riscos do plano, usa diversos índices e dados de probabilidade de risco, que avaliam situações sobre as quais ninguém gosta de pensar, mas que podem ocorrer, como invalidez ou morte. “Cada plano tem suas especificações, que devem obedecer à legislação vigente”, diz o atuário Antonio Cordeiro. Para entender melhor o detalhamento dos cálculos, sempre ajuda ter algum conhecimento sobre Finanças ou buscar a consultoria de quem tenha.

Qual é a importância desses dados para o participante?  
Os dados devem ser monitorados regularmente, de preferência, uma vez por ano. Se for o caso, o beneficiário até pode participar das reuniões de apresentação dessas informações. Quando faz esse monitoramento ano a ano, além das simulações, o participante consegue entender a importância dessas projeções e saber se é necessário efetuar mais aportes ao seu saldo, para que a renda futura seja melhor para ele e para a família.

Existem outros dados que ajudam o participante a acompanhar mais de perto seus rendimentos?
Sim. Se o participante quiser participar mais ativamente da análise de dados do seu fundo de pensão, é necessário que faça leitura atenta do estatuto e do regulamento do plano, para verificar se o que foi acordado está, de fato, acontecendo. “Simular, participar e estudar detalhes dá trabalho, mas vale a pena”, finaliza o atuário Cordeiro Filho.

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