Sonho do casamento pode virar um pesadelo

Junto com o aumento das festas, cresce o número de casais que começam a vida a dois com dívidas

Uma pesquisa realizada no primeiro semestre de 2015 pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revelou que os gastos com casamentos no estado de São Paulo somaram mais de R$ 3 bilhões em 2014. A pesquisa também identificou que, mesmo quem tem o salário mais curto não hesitou em colocar a mão no bolso para realizar o sonho de uma bela festa: metade desses 3 bilhões se refere aos gastos feitos pela classe C.

Claro que todos têm direito a realizar seus sonhos. Mas ninguém quer viver o pesadelo de começar a vida a dois afundado em dívidas, não é mesmo? Por isso, adequar a festa de casamento ao tamanho do bolso é a principal dica da economista Fernanda Della Rosa, assessora econômica do FecomercioSP. “Organizar uma festa de casamento é o mesmo que comprar um bem. É algo que requer planejamento”, compara a economista.

Sammia Vilela, redatora-chefe do site “Casando sem grana”, destaca que economizar na festa não significa abrir mão de todos os desejos do casal. Veja algumas dicas das especialistas para viver a experiência de um casamento inesquecível, sem comprometer a estabilidade financeira:

Avalie o orçamento da família: liste tudo o que ganha e o que gasta e identifique com quanto pode contar para gastos extras, mensalmente.

Comece a poupar meses antes: pequenas economias do dia a dia podem ajudar no pagamento da festa. Juntas, ao longo do tempo, elas poderão representar um valor expressivo.

Escolha uma data menos concorrida: meses considerados de baixa temporada, como janeiro, fevereiro, março, junho e agosto, por exemplo, são igualmente atrativos e os custos saem mais em conta.

Programe a festa com antecedência: é no papel onde a sua festa deve “acontecer” em primeiro lugar. Dimensione os valores de cada item desejado e calcule o valor total. Ficou muito alto? Você pode trocar o jantar pelo bufê de salgados ou escolher uma versão mais simples do convite. Seja flexível!

Pesquise várias empresas: os valores praticados por bufês e prestadores de serviços variam bastante. Por isso, faça orçamentos em, pelo menos, três empresas diferentes – de preferência, que sejam conhecidas por amigos ou parentes. “E fuja de lugares badalados”, orienta Sammia Vilela.

Considere novas opções de compra: em vez de procurar o vestido de noiva em lojas clássicas do ramo, pense na possibilidade de encontrá-lo em um bazar online ou mesmo de fazê-lo sob medida com uma boa costureira do bairro. O mesmo vale para o terno do noivo.

Analise as formas de pagamento: se quiser usar o cartão de crédito ou parcelar o pagamento de um serviço, observe se as prestações posteriores caberão no orçamento mensal.

E, por fim, faça uma reserva financeira: imprevistos podem acontecer. Já imaginou se o vestido de noiva não fica pronto a tempo e você precisa correr para comprar outro, em cima da hora? Ninguém quer que aconteça um desastre desses... Mas, se acontecer, aquele dinheirinho extra pode salvar a noiva dessas e de outras situações desesperadoras.

 

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