Você sabia que as mulheres vivem mais que os homens?

Estrogênio vs. Testosterona: a ciência comprova e explica porque são elas que vivem mais

Já era uma opinião do senso comum que as mulheres vivem mais que os homens, porém, já foi comprovado também. Segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil, a expectativa de vida dos homens é de 72,2 anos, enquanto a das mulheres é 79,4 anos.

Esse comportamento se repetiu em todos os estados brasileiros, sendo que a maior diferença foi em Alagoas (9,5 anos a favor das mulheres), seguido pela Bahia (9,2 anos) e por Sergipe (8,4 anos).

Biologicamente falando

São inúmeros fatores que influenciam este resultado. Contudo, uma das respostas está nos cromossomos. Um estudo realizado pela University of California (EUA) comprovou que o estrogênio tem efeito protetor sobre os cromossomos.

Em uma linguagem mais simples, existe um fator que indica longevidade no corpo humano, é o comprimento dos telômeros (conjunto de informações genéticas nas pontas dos cromossomos). Neste caso, o estrogênio ajuda a aumentar estes telômeros. Quanto mais telômetros, maior será a expectativa de vida.

Cuidado com a saúde

A genética ajuda, porém, os hábitos também são fatores que influenciam na longevidade. Por exemplo, de acordo com o IBGE, em todas as regiões do Brasil, os homens fumam mais que as mulheres. Isso reflete na incidência de cânceres, problemas respiratórios e outras doenças causadas pelo tabaco.

A prevenção de doenças também é um fator decisivo, dados do Ministério da Saúde mostram que só em 2017, 80 milhões de mulheres se consultaram com médicos a mais do que os homens.

Apesar da diferença na procura de médicos, o SUS disponibiliza serviços para os dois gêneros. A partir da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher são ofertadas ações educativas a vacinas; do planejamento reprodutivo a disponibilização dos métodos contraceptivos; do pré-natal, parto ao puerpério; do incentivo a hábitos saudáveis aos exames preventivos; dos cuidados da saúde da adolescente aos cuidados à saúde da mulher idosa.

Já os homens contam com A Política Nacional de Atenção Integral da Saúde do Homem, que oferece cuidado com a saúde sexual e saúde reprodutiva; orientações de paternidade; prevenção e tratamento de doenças prevalentes na população masculina; prevenção de violências e acidentes e muito mais.

Envelhecimento ativo

A fim de melhorar o envelhecimento tanto das mulheres, quanto dos homens, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou um estudo acerca do conceito de envelhecimento ativo: “Processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas”.

O envelhecimento ativo tem quatro pilares: saúde, segurança, participação social e educação. O objetivo do termo é transmitir a mensagem de envelhecimento saudável, respeitando os direitos humanos e a igualdade das pessoas mais velhas.

O estudo expõe alguns desafios para que este envelhecimento seja confortável. Um destes desafios é a carga dupla de doenças, a OMS explica que com o processo de industrialização, os países ainda lutam contra doenças infecciosas e desnutrição, e ao mesmo tempo, enfrentam um rápido crescimento das doenças não transmissíveis (DNTs).

Outro desafio é o cuidado com as pessoas em processo de envelhecimento. “À medida que as populações envelhecem, um dos maiores desafios da política de saúde é alcançar um equilíbrio entre o apoio ao “autocuidado” (pessoas que cuidam de si mesmas), apoio informal (cuidado por familiares e amigos) e cuidado formal (serviço social e de saúde)”, esclarece a OMS.

E você, como anda cuidando da sua saúde e se preparando para o envelhecimento? Seja homem ou mulher, o mais importante é cuidar para viver a terceira idade da melhor forma, saudável e com conforto.

Tags: qualidade de vida saúde

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